Caro visitante,

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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

DO PROCESSO DE ADQUIRIR CONHECIMENTO


Fonte foto: Google imagens
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Como já salientei antes, uma preocupação que não podia deixar de me haver acompanhado durante todo o tempo em que me dediquei à escrita e à leitura simultânea desse texto foi a que me engaja, desde faz muito, na luta em favor de uma escola democrática. De uma escola que, continuando a ser um tempo-espaço de produção de conhecimento em que se ensina e em que se aprende, compreende, contudo, ensinar e aprender de forma diferente. Em que ensinar já não pode ser este esforço de transmissão do chamado saber acumulado, que faz uma geração à outra, e aprender não é pura recepção do objeto ou do conteúdo transferido. Pelo contrário, girando em torno da compreensão do mundo, dos objetos, da criação, da boniteza, da exatidão científica, do senso comum, ensinar e aprender giram também em torno da produção daquela compreensão, tão social quanto a produção da linguagem, que é também conhecimento.

FONTE:
Fragmento da Introdução do livro professora Sim, Tia Não - Cartas a quem ousa ensinar / Paulo Freire 

sábado, 20 de maio de 2017

É URGENTE QUE VEJAMOS A ESCOLA DE FORMA DIFERENTE



A infraestrutura pedagógica da escola pública atual não atende mais aos anseios da sociedade, da família e dos alunos. Não condiz com a realidade da "Era da Informação e do Conhecimento". A maneira de se fazer aula hoje promove a indisciplina, a empatia, o abandono do desejo de estar ali e do abandono literal - a evasão escolar.
O aluno é, ainda, um mero espectador da aula, um receptor do conhecimento do professor (único agente detentor do conhecimento) caracterizando um relacionamento vertical na busca do saber, ou seja, educação bancária de Paulo Freire.
Há a urgência de se perceber e aplicar a ideia de Pontos de Conhecimentos - aqueles disseminadores do conhecimentos inacabados da humanidade, conhecimentos que geram novos conhecimentos por parte do aluno e intermediado pelo professor num relacionamento horizontal na busca permanente do conhecimento funcional para o aluno. É tornar o aluno protagonista do seu processo de aprendizagem, é tornar o aluno um real ESTUDANTE, como diz o professor Pier.